Home | Institucional | Clientes | Releases | Artigos | Produtos e Serviços | Contato

 Release
25/04/2017
ARTIGO – Frenagem ou controle de movimento?

*Por César Augusto Ferreira

A indústria automotiva global vivencia uma profunda transformação na engenharia do produto, frente à velocidade do desenvolvimento de veículos híbridos, elétricos e autônomos, que apresentam tecnologias cada vez mais avançadas em busca de segurança, eficiência energética e conforto. Essa revolução já mexe com os alicerces da indústria no mundo.

Com o avanço das plataformas globais, o Brasil se prepara para este novo horizonte, que em médio prazo terá desdobramentos em diferentes elos da indústria. Em países europeus, por exemplo, acordos já estão sendo assinados por grandes montadoras, que planejam encerrar ou, pelo menos, reduzir drasticamente a fabricação de veículos à combustão.

Neste cenário de transformações, a indústria da fricção precisa observar com olhos bem atentos os impactos das tendências tecnológicas nos sistemas de frenagem, que já são alvos de inovações como novas soluções em frenagem regenerativa, que permitem funções adicionais a reduzir a velocidade e parar o veículo, a exemplo de estender a autonomia, aumentar a potência e reduzir o consumo. A regeneração dos veículos elétricos, associada à predição dos autônomos, poderá mudar drasticamente o que hoje entendermos por sistema de frenagem e controle de movimento.

O sistema de freio está deixando de exercer a simples função de frenagem para assumir um papel ainda mais relevante, o que podemos chamar de controle de movimento. Muitos dos sistemas tecnológicos, que estão cada vez mais presentes em nossos veículos, como sistema de antitravamento de rodas (ABS), controle eletrônico de instabilidade (ESC) e sistema anticolisão, baseiam-se no sistema de freio para realizar suas funções.

Além de investir em pesquisa e desenvolvimento para produzir tecnologias inovadoras, que acompanhem as tendências mercadológicas, a indústria também necessita dirigir recursos para atender exigências legais, impulsionadas por programas como o Inovar-Auto, que provocou grandes avanços em eficiência energética e outros desafios ainda a serem superados pela indústria automobilística brasileira.

Exemplo mais recente disso é a controversa regulamentação anunciada no fim de 2016 pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que torna obrigatório, a partir de 2024, o uso do ESC em algumas categorias de veículos comerciais e implementos rodoviários. Para antes disso, porém, 2022, já está prevista a primeira etapa de implementação da tecnologia, destinada a lançamentos.

Embora tenha a vantagem de contar com desenvolvimentos externos, a indústria nacional enfrentará grande desafio técnico para desenvolver o ESC nos prazos que foram dados porque os veículos brasileiros possuem especificidades que requerem ajustes técnicos complexos. O nosso portfólio de produtos dispõe dos mais variados tipos de implementos e conta com peculiares condições de carregamento.

Montadoras e empresas fornecedoras de sistemas veiculares precisam agora encontrar as melhores maneiras de transpor as barreiras técnicas para a implementação do ESC nos veículos comerciais brasileiros, além de se preparar para novas demandas tecnológicas. Os times de engenharia e interessados no assunto estão convidados a participar deste debate no 13º Colloquium Internacional SAE BRASIL de Freios & Mostra de Engenharia, que será realizado nos dias 24 e 25 de maio, no Hotel Intercity Premium, em Caxias do Sul, RS.


* César Augusto Ferreira é gerente de Engenharia & Inovação e Vendas à Montadora da Fras-le e chairperson do 13º Colloquium Internacional SAE BRASIL de Freios & Mostra de Engenharia





Mais informações à imprensa:
Companhia de Imprensa
Maria do Socorro Diogo – msdiogo@companhiadeimprensa.com.br
Sara Saar – sara@companhiadeimprensa.com.br
Telefones: (11) 4435-0000 / (11) 9 4984-9581

 Buscar release:
   
 Imagens
Clique nas imagens para salvá-las em maior resolução
César Augusto Ferreira, chairperson do 13º Colloquium Internacional SAE BRASIL de Freios & Mostra de Engenharia
 Perfil da empresa

A SAE BRASIL é uma associação sem fins lucrativos que congrega engenheiros, técnicos e executivos unidos pela missão comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeroespacial.
A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial, conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento para os profissionais brasileiros da mobilidade, em face da integração do País ao processo de globalização da economia, ora em seu início, naquele período. Desde então a SAE BRASIL tem experimentado extraordinário crescimento, totalizando mais de 6 mil associados e 10 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje na mais importante sociedade de engenharia da mobilidade do País.
A SAE BRASIL é filiada à SAE INTERNATIONAL, associação com os mesmos fins e objetivos, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, dentre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison, e tem se constituído, ao longo de mais de um século de existência, em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios distribuídos por cerca de 100 países.

Divisão Assessoria de Imprensa • Rua Álvares de Azevedo, 210 • Cj. 41 • Santo André • SP • Fone/Fax (11) 4435-0000
Divisão Publicações • Rua Álvares de Azevedo, 210 • Cj. 61 • Centro • Santo André • SP • Fone (11) 4432-4000 • Fax (11) 4990-8308