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 Release
11/12/2009
Artesãos do Fibras da Serra expõem na Feira de Oratórios e Presépios, em Paranapiacaba

Grupo de artesãos oferece produtos feitos com fibra da bananeira neste sábado (12) e domingo (13), a partir das 10h, na vila histórica de Paranapiacaba

Bolsas, presépios, guirlandas, bijuterias, bonecas, entre outros artigos produzidos com fibra de bananeira, pelos artesãos do projeto Fibras da Serra estarão expostos durante a Feira de Oratórios e Presépios de Paranapiacaba (FOPP). A feira acontece neste final de semana, sábado (12) e domingo (13), a partir das 10h, na vila histórica de Paranapiacaba, Santo André.

Além da participação da Associação Fibras da Serra, com peças de decoração para residência, chapéus, cestas e outras peças, frutos do talento e descobertas do grupo, a Feira, que já está na quinta edição, contará com artistas e grupos populares do Grande ABC, encontro de violeiros, festival gastronômico, oficinas de dança, debates e uma grande feira de culturas populares. O destaque deste ano são os shows do violeiro Paulo Freire, sábado (12), e da apresentadora e cantora Inezita Barroso, domingo (13), ambos às 18h.

Primeira associação do gênero no município e exemplo de empreendedorismo 100% sustentável para o Brasil, o Fibras da Serra é um projeto de responsabilidade socioambiental e economia solidária, de cunho educacional, desenvolvido pela empresa Solvay Indupa junto às comunidades vizinhas da fábrica. O objetivo é gerar fonte de trabalho e renda para as famílias envolvidas.

Para Maria Aparecida Falceti, presidente da associação e escultora de portas de madeira, participar de uma Feira como a FOPP é muito importante. “É a oportunidade de mostrar nosso trabalho, que normalmente tem muita aceitação pelo público da feira. Tudo que produzimos é vendido”, comenta a artesã.

A sede da associação fica na rua dos Autonomistas, 357, centro do município, e oferece trabalho direto para 30 artesãos da comunidade, maioria mulheres, num total aproximado de 170 familiares e, destes, mais de 40 prestam pequenos serviços ao grupo em grandes encomendas. “Todos têm algum talento para artesanato e muitos exercem a atividade para ajudar na renda familiar”, afirma Lisandre de Assis, coordenadora de Comunicação da Solvay Indupa e responsável pelo Fibras da Serra na empresa petroquímica.

ORIGINALIDADE - “Fibras é uma atribuição à matéria-prima, o pseudocaule extraído da bananeira, e serra é uma homenagem à Rio Grande da Serra, área de proteção aos mananciais onde há facilidade do plantio de bananal”, explica Aparecida Falceti. O Fibras da Serra utiliza, como matéria-prima principal, derivados da bananeira descartados depois que a árvore dá frutos. “Reaproveitamos o material para extração de palhas e fibras para confecção de produtos”, adianta Aparecida Falceti.

Além de consultoria especializada, o projeto fornece apoio na aquisição de materiais e infra-estrutura para produção da palha e fibra e o desenvolvimento de derivados. “Esse apoio visa garantir a sustentabilidade do projeto até alcançar a fase da comercialização dos produtos”, diz Lisandre. No projeto, os integrantes têm funções fixas, distribuídas entre gestão, operacionalização e disseminação da arte. Para isso, receberam treinamento para desenvolvimento de produtos com valor estético e com processos de produção compatíveis com a condição ambiental da região. Isso inclui visitas técnicas e participação em seminários, eventos e feiras.

Desde que começou, o grupo aprendeu a extrair pigmentos de corantes vegetais e com eles tingir tecidos, e retirar fibra e palha de bananeira. Também descobriu novos métodos de secagem e armazenamento da fibra, como tecer a fibra em diferentes técnicas e produzir objetos de adorno e decoração com fibra de bananeira. Aprendeu a calcular o valor do produto para venda, iniciar a fase de comercialização e como produzir um catálogo de técnicas e produtos.

BANANAL – A plantação do bananal começa em dezembro e será feita em terreno da Prefeitura local (av.Francisco de Moraes Ramos, s/n, bairro Novo Horizonte), onde o grupo aprendeu, com orientação de engenheiro agrônomo, como dominar toda a operação de manejo, desde a preparação e correção do solo, compra e plantio de cerca de 800 mudas de banana prata (considerada pelo grupo como a mais apropriada para extração da fibra), adubação, eliminação de ervas daninhas até combate às pragas e retirada da matéria-prima. Isso envolve capacitação de mão-de-obra e planejamento de produção de bananas para viabilização de produção escalonada e de manejo otimizado dos pseudocaules. “É um processo que o grupo terá de dominar para a sustentabilidade do empreendimento”, comenta Lisandre de Assis.

Durante o processo educacional, os integrantes do Fibras da Serra desenvolveram até uma ‘carta de valores’, definida para avaliação contínua e apresentação para parceiros externos. São eles: união, iniciativa, capricho, organização, honestidade, auto-respeito e perseverança. Produzir belezas sem destruir a natureza, com geração de trabalho e renda e ingresso até no mercado internacional, está presente no dia-a-dia de cada integrante.

Para viabilizar a construção da sede, compra de maquinário (máquina de costura e teares) e a execução do plantio manejado do bananal, a Solvay Indupa investiu R$ 420 mil, financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Mais R$ 150 mil foram investidos em formação e orientação do projeto, desde o início do projeto em 2006.




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Juliana Santos – juliana@companhiadeimprensa.com.br
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Com a fibra da bananeira é possível desenvolver vários modelos de bonecas, utilizadas para enfeites ou até para portarretratos
Présépios também serão encontrados na Feira em Paranapiacaba
Chapéus, bolsas, bijuterias e muitos outros artigos são produzidos com a fibra de bananeira
Bolsas e carteiras são opções de presentes para o natal
 Perfil da empresa

Há mais de 60 anos no Brasil, o Grupo belga Solvay atua nos setores químico, plásticos e farmacêutico. Como fabricante de produtos químicos, desempenha papel decisivo nos processos industriais de seus clientes. A empresa também está presente no setor de plásticos, cuja abrangência possibilita as mais variadas aplicações. O Grupo Solvay possui seis empresas, uma delas instaladas no Pólo Petroquímico do Grande ABC: a Solvay Indupa do Brasil S/A, que produz soda cáustica, hipoclorito de sódio, PVC (Policloreto de Vinila) da marca Solvin ® e o polietileno de alta densidade ELTEX ®

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