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18/04/2018
ARTIGO - Foco na oportunidade

*por Mauro Correia

A economia brasileira dá sinais de ter encontrado o caminho do crescimento e, mesmo em um ano eleitoral, parece ter se descolado da política para alívio geral. O PIB positivo e o reaquecimento do mercado estimulam o retorno da confiança e com ela o ambiente para investimento.

No setor automobilístico os resultados divulgados pela Anfavea sobre o desempenho da indústria neste primeiro trimestre de 2018, de 699,6 unidades produzidas no País, mostram recuperação próxima à média dos últimos dez anos nesse mesmo período, de 718 mil unidades. Graças à reação do mercado interno e a curva ascendente das exportações, de janeiro a março a produção no Brasil superou em 14,6% a marca obtida no mesmo período do ano passado. Do total produzido, 545,5 mil unidades foram vendidas no mercado doméstico.

Nesse segmento pode se esperar que, a partir da consolidação do programa Rota 2030, as novas metas de eficiência energética e de segurança serão mais rígidas e alinhadas com os padrões internacionais, como convém a todas as nações que ambicionam exportar. Dá para imaginar que a partir de uma esperada política industrial de médio e longo prazo para o setor, o desenvolvimento de tecnologias avançadas para fazer frente às novas demandas será favorecido. Um prato cheio para a engenharia.

A pergunta que emerge desse contexto é: qual é a expectativa de médio e longo prazo para a indústria da mobilidade e para a engenharia?

Particularmente vejo muitas oportunidades. No vasto mundo da mobilidade no qual o Brasil se insere, as tendências apontam para um futuro de portas abertas para a indústria e para a engenharia, especialmente com possibilidades em segmentos de ponta além do automobilístico.

Um bom exemplo é o setor aeronáutico, que deve seguir em ritmo acelerado de crescimento em âmbito mundial pelo menos até 2031. Estudo recém-divulgado pela Embraer dá conta de que a demanda para os próximos 20 anos é de estimadas 6,8 mil aeronaves, somente no segmento de 30 a 120 assentos. Segundo a companhia, o transporte aéreo mundial crescerá, em média, 5% ao ano no período compreendido entre 2012 e 2031.

Ajuda a melhorar ainda mais essa perspectiva o ritmo ascendente da aviação regional brasileira na demanda para rotas curtas e médias de baixa densidade de passageiros.

O cenário ainda está se desenhando, mas a perspectiva parece promissora e aponta para a imprescindível necessidade de sermos competitivos ante os concorrentes globais. ¬ Isso expõe o que talvez seja o nosso maior desafio desta era disruptiva, o da qualificação de engenheiros na velocidade e na expectativa da exigência das novas demandas.

Os caminhos para competir em tempos de mudanças tão profundas quanto rápidas como as de hoje precisam ser continuamente redescobertos, e assim também a formação de engenharia, quer na academia quer na formação extra curricular, precisa acompanhar esse passo.

Essa matéria é destaque entre os objetivos da SAE BRASIL para o cumprimento de sua missão de promover o fomento da engenharia e o estímulo à formação de novas gerações de engenheiros no País.

Acredito que estamos no momento ideal para diligentemente buscar as oportunidades desta era de construção de novos valores e de novos modos de pensar os negócios. Precisamos redescobrir espaços para exercitar o conhecimento e a criatividade em favor da qualidade de vida que a mobilidade pode trazer às pessoas e assim transformá-la em alavanca para um futuro promissor para todos.


*Mauro Correia é presidente da SAE BRASIL




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Mauro Correia, presidente da SAE BRASIL
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A SAE BRASIL é uma associação sem fins lucrativos que congrega engenheiros, técnicos e executivos unidos pela missão comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeroespacial.
A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial, conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento para os profissionais brasileiros da mobilidade, em face da integração do País ao processo de globalização da economia, ora em seu início, naquele período. Desde então a SAE BRASIL tem experimentado extraordinário crescimento, totalizando mais de 6 mil associados e 10 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje na mais importante sociedade de engenharia da mobilidade do País.
A SAE BRASIL é filiada à SAE INTERNATIONAL, associação com os mesmos fins e objetivos, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, dentre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison, e tem se constituído, ao longo de mais de um século de existência, em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios distribuídos por cerca de 100 países.

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