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 Release
22/11/2017
ARTIGO – Retomada com inovações sustentáveis

* Por Alexandre Maneira

Retomada é a palavra mais falada atualmente na indústria brasileira. Após período de encolhimento do mercado e incertezas, eis que surge o momento da reflexão. Se na entressafra de uma cultura, o agricultor prepara a terra com toda a maestria de anos de labuta e seleciona as melhores sementes e técnicas para mais um novo ciclo que se inicia, a indústria da mobilidade passa a vislumbrar em seu horizonte novas tecnologias e ferramentas disponíveis dentro e fora do Brasil para a volta do crescimento.

Entretanto, muitos desafios acompanham a retomada. O retrocesso causado por uma estagnação política e econômica no País dos últimos anos gerou elevada capacidade ociosa, que por sua vez demandará também algum tempo para que se retome aos patamares de alguns anos atrás. A indústria automotiva brasileira retratou em 2016 os mesmos níveis de produção de 2007, segundo dados do Renavam, o que nos remete ao termo década perdida.

De qualquer forma, a fórmula que fez com que a indústria automotiva brasileira saísse de 1,8 milhão de unidades fabricadas em 2007 para 3,6 milhões em 2012 certamente não será a mesma utilizada nesta nova retomada de crescimento. Os mercados são muito variáveis e as inovações tecnológicas são dinâmicas e constantes. Novas formas de manufatura com sistemas cyber físicos começam a ser exploradas ao redor do mundo. Estar alinhado a esta nova revolução industrial é o grande propósito das empresas que anseiam por um futuro melhor neste cenário global de tanta competitividade.

No cenário mundial, ainda, a produtividade brasileira nunca esteve tão distante da produtividade norte-americana, considerada a melhor do mundo. Segundo levantamento da Conference Board, que compara o PIB dos países com o número de trabalhadores empregados, enquanto um trabalhador americano é capaz de produzir US$ 118.826 por ano, um trabalhador brasileiro é capaz de produzir apenas US$ 29.583. Uma relação de quatro para um, ou seja, são necessários quatro brasileiros para produzir o que um americano produz. Um quadro desfavorável e estagnado desde a década de 1980.

A China com seus US$ 25.198 não atingiu os patamares brasileiros, entretanto apresenta sucessivas evoluções ao longo dos anos. O que dizer, então, da Coreia, que na década de 1980 possuía valores inferiores ao Brasil, mas que atualmente ostenta a produtividade de US$ 71.287, com crescimento intenso e constante? Não podemos dizer que esta realidade seja apenas reflexo de um ou dois fatores, mas de uma conjuntura que torna o Brasil um País pouco competitivo no cenário mundial.

Neste olhar de retomada, o fator Custo Brasil deve ser explorado ao extremo. Precisa-se de mais direcionamento estratégico aliado à infraestrutura produtiva e de transportes, além de qualificação do trabalhador. Cabe uma grande reflexão a nível nacional para que possamos alinhar o nosso horizonte, considerando os níveis tecnológicos que pretendemos atingir e, sobretudo, quem será este profissional que estará no mercado às vésperas de uma retomada do crescimento econômico e diante de uma nova revolução industrial que se aproxima.

É com este olhar no futuro, na retomada do crescimento sob a ótica da quarta revolução industrial, que realizaremos o 8º Simpósio SAE BRASIL de Sistemas de Manufatura, dia 30 de novembro, na FAE Business School, em Curitiba, PR. No encontro, empresas de renome do mercado irão apresentar cases de sucesso e debater sobre um novo profissional, que terá de intervir de forma efetiva num mundo cada vez mais ocupado por robôs e sistemas cyber físicos.


* Alexandre Maneira é gerente do 8º SAE BRASIL Simpósio de Sistemas de Manufatura




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A SAE BRASIL é uma associação sem fins lucrativos que congrega engenheiros, técnicos e executivos unidos pela missão comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeroespacial.
A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial, conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento para os profissionais brasileiros da mobilidade, em face da integração do País ao processo de globalização da economia, ora em seu início, naquele período. Desde então a SAE BRASIL tem experimentado extraordinário crescimento, totalizando mais de 6 mil associados e 10 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje na mais importante sociedade de engenharia da mobilidade do País.
A SAE BRASIL é filiada à SAE INTERNATIONAL, associação com os mesmos fins e objetivos, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, dentre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison, e tem se constituído, ao longo de mais de um século de existência, em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios distribuídos por cerca de 100 países.

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