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24/10/2017
Múltiplas opções tecnológicas e fontes de energia são desafios para a eficiência energética, conclui Manhã SAE BRASIL de Tecnologia na Fenatran

São Paulo – “Eficiência energética – Caminhos para atender aos novos requisitos do Programa ROTA 2030” foi o tema geral do segundo e último dia de apresentações das Manhãs de Tecnologia SAE BRASIL na Fenatran 2017, encerrado sexta-feira, 20, no São Paulo Expo.

A multiplicidade de opções de tecnologias de powertrain, fontes alternativas de energia e formas de redução de peso foram apontadas pela maioria dos especialistas que participaram do evento como desafios da engenharia para a eficiência energética do futuro dos veículos comerciais.

Adriano Rishi, diretor executivo de Engenharia da Cummins, falou sobre os desafios para os fornecedores de powertrain, potencializados pelas atuais mudanças em que a customização aos mercados se consolida como tendência. “Hoje temos múltiplas escolhas para as tecnologias e aplicações que atendem a particularidades de cada mercado, diversas fontes energéticas que precisam responder às questões ambientais e de custo”, apontou. Para Rishi, além de estabelecer metas para as empresas neste momento de transição, é preciso garantir a viabilidade econômica na equação regulamentação--tecnologia. O especialista destacou ainda como crítica no Brasil a questão do armazenamento da energia alternativa aos combustíveis líquidos, cujas pesquisas evoluem rapidamente no exterior. Na eletrificação de veículos comerciais, o cenário para ele é de que os totalmente elétricos serão adotados para curtas distâncias e passa por hibridização leve em algumas aplicações.

“Acreditamos que a tecnologia vem e que deve chegar de forma cadenciada ao mercado”, disse Flávio Costa, gerente de Marketing e Estratégia para a América do Sul da Ford, para quem há um longo caminho a percorrer até que as inovações cheguem ao mercado brasileiro. O especialista enumerou tecnologias importantes e que já estão disponíveis, como alerta de fadiga do motorista, frenagem automática e sistema autônomo de corrige a saída involuntária de faixa do veículo: “O autônomo será realidade e sua evolução será gradativa. São os clientes que vão ditar o ritmo e as prioridades”.

Henrique Uhl, gerente regional de Mercado e Planejamento de Produto da Eaton, que apresentou a contribuição da transmissão automatizada para o aumento da eficiência energética, ressaltou a importância da integração de sistemas do veículo para esse resultado e afirmou: “No caminhão estamos no limite da eficiência mecânica da transmissão”. Uhl citou ganhos de eficiência de até 99% em determinadas aplicações, com avanços no sistema de lubrificação da caixa e com o que chamou cérebro eletrônico, em que em interação com o motor, a caixa identifica inclinação de rampa, a aceleração, o torque necessário e o melhor momento para a troca de marcha. Ele mostrou diferentes soluções da Eaton para a mesma finalidade, adequadas ao veículo. Disse que a automação é decisiva para a redução de consumo e se consolida como forte tendência no transporte.

Tendências em eletrificação foram o foco de Lauro Takabatake, diretor de Engenharia da BorgWarner, que apresentou o eTurbo, compressor acionado por motor elétrico, em desenvolvimento na Europa, que melhora a performance e a eficiência energética do motor e o e-Booster que pode operar como gerador recuperando a energia dispensada para carregar a bateria. Takabatake destacou que o desenvolvimento de tecnologias para a otimização da eficiência energética por meio da recuperação de energia térmica liberada pelos sistemas do veículo é aposta forte em mercados europeus e que virá para o Brasil.

“Temos três sonhos verdes: geração de energia renovável, sistemas de armazenamento para essa energia e sua aplicação de forma renovável”, anunciou Gustavo Aleixo Saran, analista sênior de Pós-vendas da BYD do Brasil. Ele falou sobre a eletrificação do powertrain de veículos de carga, mostrou arquiteturas de veículos 100% elétricos e híbridos com itens dispostos em série e em paralelo. Também descreveu a importância da bateria no sistema de eletrificação do powertrain e apresentou a bateria fabricada pela empresa em fosfato de ferro e lítio, com características como baixa degradação de energia e necessidade reduzida de refrigeração.

Marcelo Gonçalves, coordenador de Projetos de Transporte da ABAL (Associação Brasileira do Alumínio), apresentou os ganhos logísticos com o alumínio no transporte rodoviário de carga destacando a importância da leveza que a aplicação do material adiciona ao veículo e os ganhos de eficiência energética sem perda de resistência mecânica em relação ao aço, entre outras vantagens, como a reciclagem, que no caso do alumínio é ilimitada. Questionado sobre o custo do material no Brasil, o engenheiro advertiu que na análise da relação custo-benefício há larga vantagem na comparação com o aço.

Breno Storch, do suporte técnico ao cliente da Arcelor Mittal, encerrou o ciclo de apresentações falando do processo de fabricação de aços de ultra-alta resistência mecânica para veículos de carga. Ele mostrou estudos para a redução de peso desse material em chassis de semirreboque, com resultados de 25% de redução de peso pelo uso de espessuras menores sem prejuízo para a funcionalidade do chassis. Mostrou também reduções de custo do material e de emissões de CO². “As soluções existem e estão disponíveis no Brasil”, afirmou.

As Manhãs de Tecnologia SAE BRASIL na Fenatran 2017 foram patrocinadas pelas empresas Bosch, BorgWarner e Eaton, e dirigidas a engenheiros, técnicos, fornecedores de autopeças e provedores de serviços automotivos.




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