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02/05/2017
Manhã de Tecnologia Automotiva SAE BRASIL apresentou inovações na Automec

Especialistas da cadeia automobilística mostraram novas tecnologias e tendências para veículos na 13ª Automec, no São Paulo Expo

São Paulo – Inovações em tecnologias aplicadas ao powertrain, e aos sistemas de gerenciamento de chassis e de frotas, novas transmissões para veículos de passeio e comerciais e a transição dos propulsores a combustão para híbridos, elétricos e autônomos foram os temas apresentados na Manhã de Tecnologia Automotiva SAE BRASIL durante a Automec 2017.

Dirigido a engenheiros, técnicos, profissionais da rede de distribuição de autopeças e provedores de serviços automotivos, o encontro foi aberto por Mauro Correia, presidente da SAE BRASIL e do Grupo CAOA, que destacou a importância da indústria automobilística para a economia brasileira e da engenharia para tornar a mobilidade uma experiência cada vez mais agradável ao usuário.

Diferentes focos na eficiência da mobilidade e novas tecnologias disponíveis nos veículos para powertrain, sistemas de monitoramento de pressão dos pneus, diagnóstico preditivo de falhas, formas eficazes para gerenciamento de frota e soluções aliadas a softwares inteligentes no aftermarket foram abordados pela equipe de especialistas da Bosch. Erwin Franieck, gerente de engenharia de Sistemas a Gasolina da empresa, destacou a evolução das tecnologias para performance da bomba de combustível e redução da carga do sistema elétrico veicular, com redução de consumo de 1,0 a 2,5% e de emissões de CO2 de até 2,4 g/km, entre outras.

Franieck apontou grande potencial a ser desenvolvido nas áreas de eficiência energética, demandas de vida útil de produto e de sistemas como o Start stop. “Essas e outras evoluções serão encontradas cada vez mais no mercado, a indústria vem trabalhando forte nessa tendência”, apontou.

Heldrey Maciel, chefe de Aplicação de Sistemas de Controle de Chassis da Bosch, mostrou o desenvolvimento de soluções de software para novo sistema indireto de medição de pressão dos pneus com três métodos: TPM-C (Tire Pressure Monitoring-Circunference Method), que mede a circunferência da roda; TPM-F (Tire Pressure Monitoring-Frequency Method), que verifica avarias do pneu e atende as legislações americana e europeia, e TPM-S (Tire Pressure Monitoring-Sensor), transmissão na frequência de rádio da informação da pressão com sensor de válvula em cada roda, que avisa o motorista para fazer avaliação geral e manutenção da calibragem.

Carlos Pereira, gerente de Operações e Vendas de Serviços da Bosch, abordou a estratégia 3S do Grupo Bosch (sensores, softwares e serviços), que se integram para oferecer ao usuário - sistemista, usuário da frota, usuário final do veículo ou uma cidade - a melhor experiência possível, baseada em informações, como custos, combustível, tempo, modal, preferência e satisfação, armazenadas na nuvem da Internet das Coisas da própria Bosch.

Roger Guilherme, gerente de Conceitos de Powertrain da Volkswagen, apresentou uma das respostas da empresa para a eficiência energética, a tecnologia TSi, aplicada a várias famílias de motores, usando como exemplo a versão 1.0 mais recentemente lançada. “A eficiência energética é uma necessidade, mas procuramos manter e até superar a performance atual dos motores em nome do prazer de dirigir”, disse, ao mostrar os resultados das ações de downsizing da marca e aspectos técnicos do uso de turbo compressores em motores pequenos com injeção direta e controle de abertura variável das válvulas.

Rodrigo Florêncio, gerente de projetos da Magneti Marelli, mostrou o sistema de transmissão Free choice, que substitui o acionamento manual de uma transmissão manual convencional por sistemas eletro-hidráulicos. A unidade eletrônica de controle comanda o acionamento da embreagem, a seleção e o engate das marchas em modo autônomo. “A atuação eletro-hidráulica dos movimentos do câmbio é caracterizada por maior velocidade na atuação com melhoria de desempenho, esportividade e conforto” explicou. Segundo Florêncio, o sistema pode ser aplicado em veículos com diferentes gamas de motorização, inclusive carros de entrada. “A tecnologia é também aplicada em veículos comerciais”, afirmou.

“O desenvolvimento de uma transmissão para caminhão não é trivial: há muitas variáveis a considerar, de acordo com gama de aplicações muito distintas”, afirmou Henrique Uhl, gerente de Mercado e Planejamento de Produto da Eaton, que destacou a automação da transmissão como forte tendência nos mercados. Uhl falou de tecnologias empregadas nos sistemas automatizados de transmissão que por meio de softwares inteligentes conseguem medir, por exemplo, a carga do veículo, para fazer a troca adequada da marcha. “Tudo o que o motorista faria o software faz, baseado em dados bastante precisos do veículo”, apontou. As transmissões automatizadas para caminhões pesados e médios a Eaton não usam sincronizador. A sincronização é feita por software e freios de inércia agregados na transmissão.

Marcelo Ernesto, gerente de Serviço de Campo da Eaton, falou dos benefícios da automação, entre os quais a otimização do custo operacional, e ressaltou que a tecnologia não substitui o bom motorista. “As proteções que o sistema oferece fazem com que o veículo fique maior tempo disponível na operação, reduzindo o desgaste da embreagem e evitando falhas como fraturas frágeis de dentes de engrenagem, torções de cardã e quebras de ponta de eixo, entre outras”, exemplificou. Ernesto destacou a melhoria da qualidade de vida do motorista, que sente menos cansaço físico com o sistema automatizado. “Levantamento que fizemos com caminhão de aplicação urbana em 1.200km registrou a média de 22 engates por km feitos pelo motorista, só isso pode medir a satisfação gerada pelo uso da transmissão automatizada”, lembrou.

“O veículo elétrico pode demorar, mas vem, passei 30 anos da vida trabalhando com powertrain e os novos engenheiros que estão aqui hoje vão pegar 30 anos bastante diferentes. Alguns gostam mais outros menos do barulho do motor a combustão, mas isso vai mudar”, anunciou Paulo Gentil, diretor de Operações da NETZ Automotiva, que abordou a transição do veículo a combustão para os híbridos, elétricos e autônomos. O especialista enumerou os desafios do futuro bem próximo, como aumento da população mundial e das megacidades até 2050, escassez de energia e recursos naturais, legislações mais restritivas em relação a emissões de poluentes e ruídos, demandas cada vez maiores para energia limpa e renovável, relacionando-os à tendência de eletrificação veicular e à necessidade mundial de alternativas tecnologicas híbridas.




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Mauro Correia, presidente SAE BRASIL, abriu o encontro na Automec
Inovação foi o foco da Manhã de Tecnologia Automotiva SAE BRASIL na Automec 2017
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A SAE BRASIL é uma associação sem fins lucrativos que congrega engenheiros, técnicos e executivos unidos pela missão comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeroespacial.
A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial, conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento para os profissionais brasileiros da mobilidade, em face da integração do País ao processo de globalização da economia, ora em seu início, naquele período. Desde então a SAE BRASIL tem experimentado extraordinário crescimento, totalizando mais de 6 mil associados e 10 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje na mais importante sociedade de engenharia da mobilidade do País.
A SAE BRASIL é filiada à SAE INTERNATIONAL, associação com os mesmos fins e objetivos, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, dentre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison, e tem se constituído, ao longo de mais de um século de existência, em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios distribuídos por cerca de 100 países.

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