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 Release
01/11/2016
Universitários do Sul testam 9 carros para a Competição Fórmula SAE BRASIL

Com 40 veículos a combustão e 10 elétricos, competição de estudantes de engenharia será realizada no ECPA, em Piracicaba (SP), entre 25 e 27 de novembro

Mais de 170 universitários do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina finalizam a construção de nove veículos de alto desempenho, que foram projetados e construídos dentro de suas instituições de ensino. Os estudantes irão disputar a 13ª Competição Fórmula SAE BRASIL, que será realizada entre os dias 25 a 27 de novembro, no ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), em Piracicaba (SP).

As nove equipes do Sul (quatro de Santa Catarina, três de Rio Grande do Sul e duas do Paraná) integram as 50 inscritas nesta edição, que levarão 40 carros a combustão e 10 elétricos. Todas as equipes somam mais de 900 universitários e representam 39 instituições de ensino superior do Brasil (10 Estados e Distrito Federal) e da Venezuela. Com recorde histórico de equipes, a competição contará com 19 de São Paulo, sete de Minas Gerais, seis do Rio de Janeiro e quatro de Santa Catarina. Paraíba e Rio Grande do Sul são representados por três cada. Bahia e Paraná contam com duas. Distrito Federal, Mato Grosso e Sergipe possuem uma. Esta edição terá, ainda, uma equipe da Venezuela.

Rio Grande do Sul – Vice-campeã em 2015, a equipe RS Racing UFRGS, formada por 20 alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, desenvolveu carro a combustão com foco em confiabilidade e baixo custo de construção. “Vamos levar um veículo curto e relativamente leve. De 220 kg em 2015, fomos para 200 kg com leve aumento de potência, de 27 cv para 30 cv”, conta Fernando Brito, 23, estudante do nono semestre de Engenharia Mecânica e capitão da equipe. A dirigibilidade é um dos pontos fortes do carro, veloz nas curvas e retomadas, sem perda de estabilidade. Para isso, o motor que era lateral foi para a traseira, o que permitiu levar o centro gravitacional do carro para o meio. “Em 2015 a distribuição de peso era muito difícil de ser regulada, principalmente com a troca de pilotos, o que penalizava a performance do carro”, compara Brito.

Também representarão o Estado gaúcho as equipes IFF MotorSports, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS); e Fórmula UFSM, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Santa Catarina – Formada por 16 estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a veterana Fórmula UFSC retorna à competição com carro a combustão de elevada potência, obtida com a utilização de turbo compressor e intercooler – que otimiza a admissão de ar para o melhor uso do combustível. “O nosso veículo é o mais potente do Brasil, com 98 cv limitados por um restritor exigido pelo regulamento da competição”, afirma Carlos Eduardo Costa, 20, estudante de Engenharia Mecânica e capitão da equipe, 17ª colocada em 2015. Uma das inovações é o projeto aerodinâmico, em fibra de juta. “É um material orgânico leve e resistente, une tecnologia e preservação do meio ambiente”, aponta. Segundo o capitão, o projeto se tornou fundamental na formação profissional. “A partir do momento em que somos desafiados a dar o nosso melhor e nos doar pelo carro, ganhamos em aprendizado e crescimento profissional”, conta o capitão da equipe. Santa Catarina ainda será representada pela equipes Fórmula CEM e Ampera – UFSC SAE, da UFSC; e Fórmula UNO, da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó).

Paraná – Estreante na competição, a equipe UFPR Fórmula SAE, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), desenvolveu carro a combustão com foco em confiabilidade para participar de todas as provas nesta edição e receber inovações na próxima. Com custo avaliado em 40 mil, o veículo conta com chassis tubular, motor de 450 cc com injeção eletrônica e pneus aro 13. “Para a construção do carro, que pesa em torno de 300 kg, utilizamos aço 1010 no chassis em função do baixo custo, aços de baixo e médio carbono em peças da suspensão e da direção, ligas de alumínio em peças do diferencial para redução de peso, e fibra de vidro na carenagem por conta do custo relativamente baixo e da grande disponibilidade no mercado”, conta Eduardo Baggio, 20, estudante do 5º semestre de Engenharia Mecânica e capitão da equipe. Paraná também será representado pela equipe Cataratas Racing Team, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Carros – Os carros Fórmula SAE a combustão têm motores de quatro tempos e capacidade volumétrica máxima de 610 cm³. Já os elétricos são tracionados por motores elétricos, alimentados a partir de baterias de até 600 volts, com autonomia de pelo menos 22 km e potência para atingir velocidade superior a 100 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 3.7s. A recarga das baterias é realizada em carga lenta, numa área com alto nível de segurança, em tomada especial de 220 volts trifásica.

A construção dos veículos deve obedecer às normas do regulamento da competição, disponível no site da SAE BRASIL (www.saebrasil.org.br), que exige das equipes (com até 20 integrantes) que se especializem nos variados sistemas que compõem um carro do tipo fórmula, como powertrain, freios, direção, suspensão, sistemas elétricos, chassis e segurança.

Provas – Em Piracicaba, os carros serão avaliados por engenheiros da indústria da mobilidade, desde a concepção técnica até a viabilidade comercial. No dia 25, os veículos devem passar por provas estáticas para inspeção técnica e avaliação de custo, design, freios, ruído e tilt table (inclinação). No dia 26, os estudantes farão as apresentações orais de seus projetos e os veículos enfrentarão provas dinâmicas (prova de aceleração em reta de 75 metros, prova de estabilidade lateral e volta em pista montada por cones). No último dia, haverá a prova mais disputada da competição – o enduro de resistência com 22 km, realizada numa pista travada – que exige muito dos carros e pilotos.

História – Os carros Fórmula SAE surgiram em 1981, nos Estados Unidos. Além de Brasil e Estados Unidos, competições de veículos Fórmula SAE a combustão são realizadas na Alemanha, Austrália, Áustria, Espanha, Hungria, Inglaterra, Itália e Japão. O Brasil ingressou no circuito em 2004, com o objetivo de fomentar nos estudantes de graduação e pós-graduação de engenharia a especialização técnica em veículos de alto desempenho, de acordo com as regras definidas pela SAE INTERNATIONAL e sob a orientação de um professor. O Brasil integrou o grupo Top Ten duas vezes, na disputada competição da categoria, nos EUA.

Já as competições de veículos Fórmula SAE elétricos são realizadas na Alemanha, Austrália, Inglaterra e Itália, além de Brasil e Estados Unidos. O Brasil ingressou no circuito em 2012, com o objetivo de ampliar o conhecimento técnico na área de motores 100% elétricos das novas gerações de engenheiros, responsáveis pelas tendências da engenharia. Na categoria, o Brasil é bicampeão nos Estados Unidos. “Por definição as competições estudantis da SAE BRASIL são laboratórios de inovação onde a criatividade é estimulada para a superação de obstáculos por meio de soluções técnicas desenvolvidas por estudantes, um aprendizado extracurricular sem igual”, diz Frank Sowade, presidente da SAE BRASIL.


13ª Competição Fórmula SAE BRASIL
Data: 25 a 27 de novembro de 2016
Dia 25 (sexta-feira) – Provas estáticas (inspeção técnica, custo, design, freios, ruído e tilt table) – das 9h às 16h
Dia 26 (sábado) – Apresentações orais e provas dinâmicas (aceleração, manobrabilidade e auto cross) – 9h às 16h
Dia 27 (domingo) – Enduro de resistência – das 9h às 12h
Local: ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo) – rodovia SP 135, km 13,5, Piracicaba/ SP



13ª COMPETIÇÃO FÓRMULA SAE BRASIL
25 a 27 de novembro de 2016 – Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA) – Piracicaba/ SP

Total de equipes inscritas: 50 – sendo 40 na categoria Combustão e 10 na categoria Elétrico
Total de instituições de ensino representadas: 39
10 Estados + DF + Venezuela

(Em 2015, foram 49 equipes – 39 na categoria Combustão e 10 na categoria Elétrico)



EQUIPES FÓRMULA COMBUSTÃO


REGIÃO SUL


Paraná (2 equipes / 2 instituições)
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) – Equipe Cataratas Racing Team
Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Equipe UFPR Fórmula SAE

Rio Grande do Sul (3 equipes / 3 instituições)
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) – Equipe IFF MotorSports
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – Equipe Fórmula UFSM
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Equipe RS Racing UFRGS

Santa Catarina (3 equipes / 2 instituições)
Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) – Equipe Fórmula UNO
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Equipes Fórmula UFSC e Fórmula CEM


REGIÃO SUDESTE

Minas Gerais (6 equipes / 6 instituições)

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) – Equipe Fórmula CEFAST
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) – Equipe Escuderia UFJF
Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) – Campus Itajubá –Equipe Cheetah Racing
Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) – Campus Itabira – Equipe Iron Racers
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Equipe Fórmula UFMG
Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) – Equipe FSAE-UFSJ

Rio de Janeiro (4 equipes / 4 instituições)
Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) – Equipe Alpha
Universidade Federal Fluminense (UFF) – Campus Niterói – Equipe Buffalo
Universidade Federal Fluminense (UFF) – Campus Volta Redonda – Equipe Ufformula
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Equipe Icarus UFRJ

São Paulo (14 equipes / 14 instituições)

Grande São Paulo (4 equipes / 4 instituições)
Centro Universitário da FEI (FEI) – Equipe Fórmula FEI
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) – Equipe Poli Racing
Instituto Mauá de Tecnologia (Mauá) – Equipe Mauá Racing
Universidade Paulista (UNIP) – Equipe Fórmula UNIP

Interior Paulista (10 equipes / 10 instituições)
Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium (UniSALESIANO) – Equipe Sale Racing
Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (EEL-USP) – Equipe ELL Racing
Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP) – Equipe EESC-USP Fórmula SAE
Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens) – Equipe V8 Racing
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – Equipe FSAE-Unicamp
Universidade Estadual Paulista (Unesp) – Campus Bauru – Equipe FEB Racing
Universidade Estadual Paulista (Unesp) – Campus Ilha Solteira – Equipe Fênix Racing
Universidade Estadual Paulista (Unesp) – Campus Guaratinguetá – Equipe Unesp Racing
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – Equipe Fórmula Route UFSCar
Universidade São Francisco (USF) – Equipe San Francisco Racing


REGIÃO CENTRO-OESTE

Distrito Federal (1 equipe / 1 instituição)

Universidade de Brasília (UnB) – Equipe Apuama Racing

Mato Grosso (1 equipe / 1 instituição)
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – Equipe Carcaroo


REGIÃO NORDESTE

Bahia (2 equipes / 2 instituições)

Faculdade SENAI CIMATEC – Equipe Tec Racing
Universidade Federal da Bahia (UFBA) – Equipe KRT UFBA

Paraíba (2 equipes / 2 instituições)
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) – Equipe Scuderia UFCG
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – Equipe Fórmula UFPB

Sergipe (1 equipe / 1 instituição)
Universidade Federal do Sergipe (UFS) – Equipe Escuderia UFSAE


EXTERIOR

Venezuela (1 equipe / 1 instituição)

Universidad de Oriente – Equipe Tem Fórmula SAE UDO



EQUIPES FÓRMULA ELÉTRICO


REGIÃO SUL


Santa Catarina (1 equipe / 1 instituição)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Equipes Ampera – UFSC SAE


REGIÃO SUDESTE

Minas Gerais (1 equipe / 1 instituição)

Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) – Campus Itajubá –Equipe Cheetah E-Racing

Rio de Janeiro (2 equipes / 2 instituições)
Universidade Federal Fluminense (UFF) – Equipe Faraday Racing
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Equipe Minerva E-Racing UFRJ

São Paulo (5 equipes / 5 instituições)

Grande São Paulo (2 equipes / 2 instituições)
Centro Universitário da FEI (FEI) – Equipe Fórmula FEI Elétrico
Universidade Paulista (UNIP) – Equipe Fórmula UNIP Elétrico

Interior (3 equipes / 3 instituições)
Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP) – Equipe EESC-USP Tupã
Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens) – Equipe B'Energy Racing
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – Equipe Unicamp E-racing


REGIÃO NORDESTE

Paraíba (1 equipe / 1 instituição)

Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – Equipe Fórmula-E UFPB





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Protótipo construído pela equipe RS Racing UFRGS
Veículo da Fórmula UFSC em fase de construção
Carros serão avaliados por especialistas da indústria da mobilidade
Equipes enfrentam provas estáticas e dinâmicas
Enduro de resistência é a prova mais esperada da competição
 Perfil da empresa

A SAE BRASIL é uma associação sem fins lucrativos que congrega engenheiros, técnicos e executivos unidos pela missão comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeroespacial.
A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial, conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento para os profissionais brasileiros da mobilidade, em face da integração do País ao processo de globalização da economia, ora em seu início, naquele período. Desde então a SAE BRASIL tem experimentado extraordinário crescimento, totalizando mais de 6 mil associados e 10 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje na mais importante sociedade de engenharia da mobilidade do País.
A SAE BRASIL é filiada à SAE INTERNATIONAL, associação com os mesmos fins e objetivos, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, dentre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison, e tem se constituído, ao longo de mais de um século de existência, em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios distribuídos por cerca de 100 países.

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