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 Release
16/09/2014
2º Fórum IQA da Qualidade Automotiva aponta necessidade de mais participação da cadeia produtiva

“Qualidade significa fazer certo quando ninguém está olhando”. Ainda atual, a frase de Henry Ford – citada durante o 2º Fórum IQA - é perfeitamente adequada frente à competitividade global, um dos desafios enfrentados pelo setor da qualidade automotiva do País.

“Para conquistar a qualidade, todos os segmentos envolvidos têm de se unir mais, pois não bastam ações isoladas”, sintetizou Ingo Pelikan, presidente do IQA - Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), ao término do encontro realizado nesta segunda-feira (15/09), em São Paulo. Pelikan reforçou a necessidade de montadoras e autopeças estabelecerem um programa mais completo, tendo em vista o desenvolvimento de todos os elos da cadeia.

Entre os pontos fortes que marcaram o encontro, o presidente do IQA considerou a participação da Fenabrave (pela primeira vez no fórum) representada por Valdner Papa, diretor de Relações com o Mercado, mostrando a atuação do concessionário junto ao cliente final. Destacou, ainda, a disponibilidade do Inmetro em apoiar as iniciativas e do programa Inovar-Auto - com o sistema de rastreabilidade de autopeças - que já é uma realidade, a partir de 1º de outubro.

Constituído de dois painéis e sete palestras, o 2º Fórum IQA da Qualidade Automotiva reuniu mais de 250 participantes. Na oportunidade, Richard Schwarzwald, diretor da Qualidade Assegurada da Volkswagen, apontou aspectos dos custos bons (e não bons) da qualidade, ao explicar que a insatisfação do cliente é tanto custosa quanto difícil de ser contabilizada.

Amin Alidina, diretor da Qualidade da Fiat Chrysler Latin America, ressaltou a importância da qualidade em todos os segmentos da cadeia automotiva. Martin Bodewing, diretor da Roland Berger reforçou a necessidade de padrões de qualidade internacionais na cadeia.

“Por melhor que seja o produto, se o cliente não estiver satisfeito é preciso descobrir o motivo”, acrescentou Letícia Costa, da Prada Assessoria, durante explanação sobre os cinco desafios importantes para a melhoria do setor, do fabricante de veículos ao concessionário, em que ponderou as dificuldades para mudar o desempenho da qualidade de um patamar a outro.

O programa de incentivo tecnológico Inovar-Auto foi tema abordado pelos palestrantes Rogério Rezende, vice-presidente da Anfavea, e Margarete Gandini, diretora substituta e coordenadora geral do Departamento de Indústrias de Equipamentos de Transporte do MDIC (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

Enquanto Letícia Costa discorreu sobre a política industrial do programa que visa a produção brasileira de veículos com competitividade global, além das novas montadoras aportando no País (Hyundai, DAF, BMW e Chery), Rogério Rezende argumentou que até 2018 serão investidos no Brasil R$ 12 bilhões, somente em P&D e engenharia, ano em que o setor deverá exportar um milhão de unidades (18% da produção).

“A cadeia tem de ser toda fortalecida. A metodologia é global, mas a aplicação deve ser local”, disse Cristiane Paixão, diretora da Qualidade da Fiat Automóveis, no painel de que participou também Bruno Neri, gerente da Qualidade Corporativa da Bosch.

Se por um lado, o conjunto de boas práticas (normas) deve ser seguido por todos, avaliou Leandro Siqueira, diretor da Qualidade da MAN Latin America, durante sua exposição, de outro Flávio Mateus, diretor executivo da Schaeffler, opinou que o problema também passa pela educação. “Quanto mais descemos na cadeia produtiva, maior a deficiência de formação básica e de compromisso. As empresas têm de qualificar o funcionário, culminando por encarecer o produto. A deficiência em educação, ou a falta dela, é um dos motivos por não sermos tão competitivos”, analisou.

Entre as novidades apresentadas no encontro, Alfredo Lobo, diretor da Divisão de Avaliação da Conformidade do Inmetro, falou sobre o Centro de Tecnologia Automotiva do órgão em Xerém (RJ) – que até o final deste ano deverá envolver aporte de R$ 50 milhões - que será estruturado para estabelecer parcerias com o setor produtivo. Lobo tratou ainda da interação do Inmetro com a sociedade, aoidentificar suas necessidades, e do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBE) que permite ao consumidor comparar a eficiência energética dos veículos. Em 2009, o PBE analisou 31 modelos de cinco marcas, sendo que este ano o número subiu para 538 modelos, de 35 marcas.

Para o ano que vem o IQA promete inovações para este Fórum da Qualidade Automotiva, evento que se consolida no mercado da cadeia automotiva brasileira.




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