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 Release
26/02/2014
Estudantes de MG, RJ e ES constroem carros mais competitivos para a Baja SAE BRASIL–PETROBRAS

Estudantes construíram 22 carros off-road que serão avaliados por engenheiros da indústria durante a competição, de 13 a 16 de março, em Piracicaba/SP

Aliar segurança, robustez e conforto de um carro off-road é o objetivo de cerca dos universitários de engenharia de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, que projetaram e construíram 22 carros para participar da 20ª Competição Baja SAE BRASIL–PETROBRAS. A competição será realizada de 13 a 16 de março, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba, São Paulo.

O Estado de Minas Gerais será representado por 11 equipes, Rio de Janeiro por oito e Espírito Santo por três. Ao todo, a competição reunirá 72 equipes, que somam cerca de mil estudantes de engenharia, de 66 instituições de ensino, de 18 Estados brasileiros e do Distrito Federal.

As três equipes que alcançarem as melhores pontuações na soma geral de todas as provas poderão representar o Brasil na Baja SAE Rochester, em New York-USA.

Rio de Janeiro – Composta por 30 integrantes a equipe VR Baja da Universidade Federal Fluminense apresentará um carro com uso de apenas um disco de freio no eixo traseiro. “Devido a configuração dos componentes e a transferêncida de carga foi possível utilizarmos essa técnica”, afirma o capitão da equipe Victor Pereira de Sequeira, aluno do 3º ano de Engenharia Metalúrgica dos Materiais.

Além disso, a equipe destaca o uso de fibra de carbono na carenagem, fibra sintética de aramida na proteção da caixa de transmissão, redução do uso de tubos e uso de homocinética em vez de cardam. “Nosso carro pesa 260 kg, atinge a velocidade máxima de 56 km/h e em testes ele tracionou uma carga de 850 kg”, explica Sequeira.

O Rio de Janeiro tem mais sete equipes inscritas: Minerva Baja UFRJ da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Tuffão A e Tuffão B, da Universidade Federal Fluminense; SuperBaja, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Mud Runer, do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (Cefet-RJ); AEDBAJA, da Associação Educacional Dom Bosco; e UCPbajasae, da Universidade Católica de Petrópolis.

Minas Gerais – Campeã, a equipe Baja UFMG, da Universidade Federal de MG é composta por 21 integrantes. O destaque do grupo foi o desenvolvimento da própria caixa de transmissão e o uso de um método de construção do chassi que consiste em utilizar gabaritos em MDF usinados em CNC que minimiza os erros de fabricação e dá maior conformidade ao projeto. “Esse método se destaca na sua aplicação de produção em série, algo que os juízes têm exigido cada vez mais na competição”, destaca o capitão Rodrigo César Araújo de Oliveira, aluno do 9º período de Engenharia Mecânica.

Outra equipe mineira é a Zebu Baja, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, com 27 estudantes. Os diferenciais do carro estão na incorporação de sistema de eletrônica embarcada on board. “O piloto terá mais de sete informações em um display LED em tempo real, e isso facilitará a tomada de decisões e a comunicação com a equipe”, conta o capitão Marcionílio Francisco Bolina Pereira, aluno do 4º ano de Engenharia de Produção. Para manter o sistema em funcionamento nas provas de maior duração foi instalado um painel solar de 5W no carro.

As demais equipes de Minas Gerais são Cefast, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG); Komiketo Baja UFSJ, da Universidade Fed. de São João Del Rei; UFV Baja-Pererecas, da Universidade Federal de Viçosa; Espinhaço UFVJM, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Cerrado de Baja SAE, da Universidade Federal de Uberlândia; Saci, da Universidade Federal de Itajubá; MontainBaja, da Universidade Federal de Itajubá (Campus Itabira); NPracing, do Centro Universitário Newton Paiva; e Baja UFOP, da Universidade Federal de Ouro Preto.

Carros - Os Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos, para uso fora de estrada, com quatro ou mais rodas, motor padrão de 10 HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90m de altura e até 113,4 kg de peso. Os sistemas de suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi são desenvolvidos pelos próprios estudantes de engenharia, que são orientados por professores das instituições de ensino que representam.

O programa - O Baja é o primeiro programa estudantil de capacitação organizado pela SAE BRASIL, e está entre os de maior sucesso. Nele os estudantes se organizam em equipes que, sob a orientação de um professor desenvolvem os veículos com o qual irão competir representando a sua instituição de ensino.

Além da construção do protótipo em que praticam o conhecimento adquirido em sala de aula, as equipes são responsáveis por atividades, como atendimento de prazos, busca de suporte financeiro para viabilização do projeto e custeio de despesas, entre outras tarefas com as quais se defrontarão no mercado de trabalho.

“As competições estudantis da SAE BRASIL proporcionam aos futuros engenheiros a oportunidade de por em prática as teorias aprendidas nas salas de aula e, assim, desenvolver capacidades e a paixão necessárias a uma boa formação profissional”, afirma o engenheiro Ricardo Reimer, presidente da SAE BRASIL.

20ª Competição Baja SAE BRASIL–PETROBRAS
De 13 a 16 de março de 2014
Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo - Rodovia SP 135, km 13,5, bairro Tupi, Piracicaba, SP

PROGRAMAÇÃO
Dia 13 (quinta-feira) – Das 14h às 17h50 - avaliações de segurança e inspeção técnica.
Dia 14 (sexta) – Das 9h às 17h50 - avaliações de segurança, inspeção técnica e apresentações de conforto e projeto.
Dia 15 (sábado) – Das 9h às 10h30, repescagem de segurança. Das 11h às 16h, provas dinâmicas (dirigibilidade, conforto, tração, velocidade e subida de rampa). Das 17h às 19h, finais de apresentação de projeto.
Dia 16 (domingo) - Às 9h15 formação do grid de largada. Das 10h às 14h, enduro de resistência. Às 15h, cerimônia de encerramento


Relação nacional das equipes

CENTRO-OESTE – (3 estados – 3 equipes - 3 instituições)
Distrito Federal (1 equipe / 1 instituição)
Universidade de Brasília (UnB) – equipe Piratas do Cerrado (carro 23)

Mato Grosso (1 equipe / 1 instituição)
Universidade Federal do Mato Grosso – equipe UFMT Baja SAE (carro 34)

Mato Grosso do Sul (1 equipe / 1 instituição)
Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande- equipe Pantanal Baja MS (carro 71)

NORDESTE – (8 Estados – 14 equipes – 13 instituições)
Bahia (2 equipes / 2 instituições)
Universidade Federal da Bahia (UFBA) – equipe Carpoeira BAJA (carro 32)
Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) – equipe Baajatinga (carro 38)

Ceará (1 equipe / 1 instituição)
Universidade Federal do Ceará (UFC) – equipe Siará Baja (carro 53)

Paraíba (3 equipes / 3 instituições)
Universidade Federal de Campina Grande – equipe Parahybaja (carro 40)
Universidade Federal da Paraíba– equipes UFPBaja Inelutável (carro 12)
Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) – equipe Bajampa (carro 56)

Pernambuco (3 equipes / 2 instituições)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – equipes Mangue Baja 1 e Mangue Baja 2 (carros 5 e 6)
Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco (Poli PE) – equipe Corisco Coyote (carro 30)

Rio Grande do Norte (2 equipes / 2 instituições)
Universidade Federal Rural do Semi-Árido – equipe Cactus Baja (carro 22)
Universidade Federal do Rio Grande do Norte – equipe Car-Kará (carro 16)

Sergipe (1 equipe / 1 instituição)
Universidade Federal de Sergipe – equipe Serbaja Nardelli (carro 67)

Maranhão (1 equipe / 1 instituição)
Universidade Federal do Maranhão – equipe Bumba Meu Baja (carro 68)

Piauí (1 equipe / 1 instituição)
Universidade Federal do Piauí – equipe Apolo Baja (carro 60)

Pará (1 equipe / 1 instituição)
Universidade Federal do Pará – equipe Amazon Baja (carro 61)

SUDESTE - 4 Estados - 43 equipes – 37 instituições
Grande São Paulo – (9 equipes / 6 instituições)
Escola Politécnica da Universidade de S.Paulo/USP – equipes Poli Phantom e Poli Audax (carros 8 e 9)
Centro Universitário da FEI – equipes FEI Baja 1 e FEI Baja 2 (carros 2 e 3)
Instituto Mauá de Tecnologia – equipes Mauá 1 e Mauá 2 (carros 27 e 28)
Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec SP) – equipe Fatecnólogos (carro 29)
Universidade Presbiteriana Mackenzie – equipe Mack Gear (carro 59)
Universidade Federal do ABC – equipe Baja UFABC (carro 43)

São Paulo / Interior – (12 equipes / 10 instituições)
Escola de Engenharia de São Carlos da USP – equipes EESC USP 1 e EESC USP 2 (carros 13 e 14)
Instituto Tecnológico de Aeronáutica – equipe Ita Dumont 140 (carro 46)
Universidade Estadual Paulista / UNESP Ilha Solteira – equipe Tec-Ilha (carro 47)
Universidade Estadual Paulista/UNESP Bauru–equipes PAC Baja Pindura e PAC Baja Bigode (carros 51- 50)
Universidade Estadual Paulista / UNESP Guaratinguetá – equipe Piratas do Vale Bardahl (carro 7)
Uniararas - Centro Universitário Hermínio Ometto – equipe Bajarara Délson (carro 48)
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – equipe Unicamp Baja SAE (carro 25)
Universidade Estadual de Campinas campus Limeira (Unicamp - Limeira) – equipe Mini Baja FCA Unicamp (carro 26)
Universidade Metodista de Piracicaba – equipe Baja Unimep (carro 36)
Universidade Federal de São Carlos – equipe Baja UFSCar (carro 55)

Minas Gerais – (11 equipes / 11 instituições)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – equipe Baja UFMG (carro 1)
Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) – equipe Cefast (carro 17)
Universidade Fed. de SãoJoão Del Rei-equipes Komiketo Baja UFSJ (carro 15)
Universidade Federal de Viçosa – equipe UFV Baja - Pererecas (carro 37)
Universidade Federal de Uberlândia – equipe Cerrado de Baja SAE (carro 62)
Universidade Federal de Itajubá – equipe Saci (carro 35)
Universidade Federal de Itajubá Campus Itabira – equipe MountainBaja (carro 70)
Centro Universitário Newton Paiva – equipe NPracing (carro 64)
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) – equipe Espinhaço UFVJM (carro 54)
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) – equipe Zebu Baja UFTM (carro 39)
Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP – equipe BAJA UFOP (carro 58)

Espírito Santo – (3 equipes / 3 instituições)
Universidade Federal do Espírito Santo – equipe Vitória Baja (carro 11)
Faculdades Integradas Espírito Santenses (FAESA) – equipe FAESA BAJA (carro 66)
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo – equipe Sama Baja Team (carro 57)

Rio de Janeiro (8 equipes /7 instituições)
Universidade Federal do Rio de Janeiro – equipes Minerva Baja UFRJ(carro 33)
Universidade Federal Fluminense – equipes Tuffão A e Tuffão B (carros 45 e 44)
Associação Educacional Dom Bosco – equipe AEDBAJA (carro 69)
Universidade Católica de Petrópolis – equipe UCPbajasae (carro 63)
Universidade Federal Fluminense – Campus Volta Redonda – equipe VR Baja (carro 42)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) – equipe SuperBaja (carro 41)
Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (Cefet-RJ) – equipe Mud Runner (carro 49)

SUL - 3 Estados - 11 equipes – 10 instituições
Santa Catarina (2 equipes / 2 instituições)
Universidade Federal de Santa Catarina–equipes UFSC Lince (carro 4)
Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC – equipe Udesc Velociraptor (carro 10)

Rio Grande do Sul (5 equipes / 4 instituições)
Universidade Federal de Santa Maria – equipes Bombaja/UFSM 1 e Bombaja/UFSM 2 (carros 19 e 18)
Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) – equipe Baja de Galpão (carro 20)
Universidade de Passo Fundo – Equipe Mas Baja Tchê (carro 21)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – equipe Tchê (carro 65)

Paraná (4 equipes / 4 instituições)
Universidade Estadual do Oeste do Paraná – equipe Baja Cataratas (carro 52)
Universidade Tecnológica Federal do Paraná – equipe Imperador UFTPR (carro 31)
Universidade Federal do Paraná – equipe UFPR Baja SAE (carro 24)
UTP – Universidade Tuiuti do Paraná – equipe Revolution

O projeto Baja SAE foi criado na Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, sob a direção do Dr. John F. Stevens, sendo que a primeira competição ocorreu em 1976. O ano de 1991 marcou o início das atividades da SAE BRASIL, que, em 1994, lançava o Projeto Baja SAE BRASIL. No ano seguinte, em 1995, era realizada a primeira competição nacional, na pista Guido Caloi, bairro do Ibirapuera, cidade de São Paulo. No ano seguinte a competição foi transferida para o Autódromo de Interlagos, onde ficaria até o ano de 2002. A partir de 2003 a competição passou a ser realizada em Piracicaba, interior de São Paulo, no ECPA – Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo. Desde 1997 a SAE BRASIL também apoia a realização de eventos regionais do Baja SAE BRASIL, através de suas Seções Regionais. Desde então dezenas de eventos foram realizados em vários estados do país como Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.



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 Perfil da empresa

A SAE BRASIL é uma associação sem fins lucrativos que congrega engenheiros, técnicos e executivos unidos pela missão comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeroespacial.
A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial, conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento para os profissionais brasileiros da mobilidade, em face da integração do País ao processo de globalização da economia, ora em seu início, naquele período. Desde então a SAE BRASIL tem experimentado extraordinário crescimento, totalizando mais de 6 mil associados e 10 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje na mais importante sociedade de engenharia da mobilidade do País.
A SAE BRASIL é filiada à SAE INTERNATIONAL, associação com os mesmos fins e objetivos, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, dentre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison, e tem se constituído, ao longo de mais de um século de existência, em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios distribuídos por cerca de 100 países.

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