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 Release
15/10/2013
Antes de tudo, qualidade

Especialistas de montadoras, sistemistas, consultorias, representantes do aftermarket, INMETRO e MDIC debateram a importância da qualidade no desenvolvimento do negócio

No final de setembro ocorreu em São Paulo o 1º Fórum da Qualidade Automotiva, organizado pelo IQA - Instituto da Qualidade Automotiva, com a presença de representantes de todos os elos da cadeia produtiva do setor automotivo.

Palestraram diretores e gerentes de Qualidade de montadoras (MAN, Mercedes-Benz, Fiat, GM, Volkswagen e Ford), sistemistas (Bosch, Schaeffler e Delphi), consultorias (Pricewaterhouse Coopers, Roland Berger e Prada Assessoria), representantes de sindicatos e associações (Anvafea, Sindipeças, Andap, Sincopeças e Sindirepa), INMETRO e MDIC.

"Como primeiro evento, tínhamos o objetivo - que foi muito bem cumprido - de reunir todos os elos da cadeia para juntos debaterem o tema Qualidade, que para todos é extremamente relevante, mas nem sempre discutido como se deve", afirmou o superintendente do IQA, Mario Guitti.

Foi exatamente este o recado dado por Letícia Costa, diretora da Prada Assessoria, que em curta apresentação deixou mais do que claro que produto com mais qualidade apresenta maior produtividade e menor custo, e não o contrário. "A grande maioria diz que o nível de preocupação com qualidade na empresa é alto, mas o desempenho ainda é inadequado, e muitos outros itens estão na agenda de discussão antes do tema qualidade, quando este deveria ser o primeiro", disse.

Na apresentação, Letícia mostrou dados da JD Power sobre percepção de qualidade dos veículos (Problemas/100 veículos adquiridos) no Brasil (com índice 3,56) em comparação com China (3,89), Argentina (3,33), Coréia do Sul (3,14), México (3,10), Alemanha (2,30) e Reino Unido (2,04). Os números mostram que o Brasil só ganha da China.

Outra informação interessante foi sobre o custo médio da não qualidade. O impacto maior, segundo Letícia, é nas empresas de menor porte, com faturamento entre R$ 50 milhões e R$ 200 milhões, que têm em média 9,1% do faturamento perdido por conta da não qualidade dos produtos.

Para ela, a solução do problema deve envolver toda a cadeia. "Nas discussões de competitividade, fala-se muito em custo, e pouco em qualidade e produtividade. Ser barato não é ser competitivo", disse.

Já na visão de Marcelo Cioffi, diretor da Pricewaterhouse Coopers, a indústria automotiva mundial apresenta média de 25% de ociosidade na capacidade instalada, o que pode gerar, em breve, uma guerra por mercados. "Existem indícios de preocupação com a super capacidade do mundo, e todos os países vão querer exportar para ocupar essa capacidade instalada. Assim, qualidade é regra básica para estar no jogo" disse.

Montadoras
Os diretores de qualidade das montadoras abordaram os parâmetros de qualidade que exigem dos fornecedores, assim como os diversos projetos de incentivo à qualidade que mantém para ajudá-los a reduzir defeitos e retrabalhos, com objetivo comum de chegar azero o número de defeitos nos veículos.

Outro tema comentado pelos representantes das montadoras foi o foco do cliente. Em outras palavras, oferecer ao consumidor produtos que satisfaçam além das necessidades. "Hoje em dia para o cliente a ausência de defeitos é o preço de entrada. O que faz a diferença é entender a necessidade do cliente e transformar isso em pontos positivos no veículo que tragam conforto, estabilidade e uma sensação de algo mais, que nem sempre o cliente sabe o que é, mas sente. Isso o faz fiel à marca", disse Monica Azzali, diretora da Qualidade da GM.

Sistemistas
Porém, para entregar bons produtos ao consumidor as montadoras dependem dos sistemistas, que por sua vez dependem de outros fornecedores, em cadeia de diversos níveis (tiers 2, 3 etc.). Como cliente 'master', a montadora dita regras e os níveis mínimos de qualidade, que na maioria das vezes é filtrado pela cadeia de suprimentos.

Cabe, portanto, ao sistemista filtrar grande parte da não qualidade que chega de diversos fornecedores. Este foi um dos pontos abordado por Flávio Mateus, gerente de Qualidade da Schaeffler, que mostrou os principais pontos do programa mundial da empresa, Fit for Quality, cujo objetivo é garantir que produtos e processos excedam as expectativas dos clientes.

Aftermarket
Carro pronto, montado e vendido. O caminho da qualidade, porém, continua. Representantes dos sindicatos de reparação, comercio varejista, distribuição e fabricantes de autopeças debateram a importância de se oferecer componentes com qualidade assegurada no mercado de reposição e reparação independente, não ligado às montadoras.

Moderado pelo coordenador do GMA - Grupo de Manutenção Automotiva, Luiz Sérgio Alvarenga, o painel de debates aprofundou a importância da certificação compulsória de autopeças no aftermarket como forma de garantir a segurança do consumidor. "Hoje é possível ter a peça certificada, a empresa certificada e também o profissional de reparação certificado, o que dá muito mais segurança para o consumidor", afirmou Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP e Sindirepa Nacional.

Inmetro
O encontro contou com palestra de Alfredo Lobo, diretor de Avaliação da Conformidade do INMETRO, que mostrou como o Instituto trabalha com a sociedade automotiva através de seus programas de avaliação da conformidade. Lobo focou a importância da certificação de autopeças no mercado de reposição como ferramenta de proteção ao consumidor, uma vez que minimiza as chances de se adquirir componentes de qualidade e procedência duvidosa.

O diretor do INMETRO mostrou ainda o passo-a-passo para a elaboração de uma RAC (requisitos de avaliação da conformidade), e convidou todos a participar do processo, uma vez que a certificação funciona também como barreira técnica aceita pela OMC (Organização Mundial do Comércio) ante a concorrência desleal de produtos importados.

MDIC
Paulo Coelho Bedran, diretor do Departamento de Indústrias de Equipamentos de Transporte do MDIC, ministrou palestra sobre o Inovar-Auto, programa do governo Federal de incentivo à indústria automotiva do Brasil. Bedran explicou como as empresa do setor podem se beneficiar com o programa, que até o momento já conquistou vitórias importantes, como o anúncio de novos investimentos por parte de montadoras no Brasil.




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O IQA - Instituto da Qualidade Automotiva / www.iqa.org.br - é um organismo de certificação sem fins lucrativos especializado no setor automotivo, criado por Anfavea, Sindipeças, Sindirepa e outras entidades do setor. Parceiro de organismos internacionais e acreditado pelo INMETRO, o IQA atua nas áreas de Certificação de Serviços Automotivos, Certificação e Homologação de Produtos, Certificação de Sistemas de Gestão, Publicações e Cursos. A Certificação de Serviços Automotivos é pioneira em todo o mundo e com benefícios diretos para empresas e o consumidor final, atendendo fabricantes de autopeças, distribuidores, varejistas, centros de reparação (oficinas e retíficas de motores). Nos centros de reparação, a certificação pode ser feita nas modalidades funilaria e pintura, suspensão, direção, escapamento e freios.

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