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 Release
27/03/2012
Indústria debate impacto do regime automotivo no Simpósio SAE BRASIL Novas Tecnologias

Montadoras antecipam nacionalização e, para sistemistas, as novas regras para o setor não favorecem a competitividade

São Paulo - Novas tecnologias para avanços de eficiência em processos produtivos e de conteúdo em sistemas e veículos fabricados no País e o impacto das medidas do novo regime automotivo anunciado pelo governo foram os focos do Simpósio SAE BRASIL Novas Tecnologias na Indústria Automotiva, realizado nesta segunda-feira (26), em São Paulo.

Ao abrir os trabalhos, Vagner Galeote, presidente da SAE BRASIL, disse que o País segue como grande oportunidade de crescimento para a indústria local e adiantou que o carro elétrico será destaque nos objetivos da entidade nesta década.

SISTEMISTAS - Na visão dos presidentes de três dos maiores fornecedores de sistemas do Brasil, que participaram do painel Comprar localmente ou Importar, a indústria automobilística ingressa numa nova etapa para plataformas globais baseadas em projetos completa ou parcialmente locais. Gábor Deák, presidente da Delphi, salientou que a restrição às importações, prevista no novo regime automotivo como forma de refrear o crescimento das importações, desestimula a competitividade brasileira e inibe a entrada de investidores. “É necessário que se promova o ambiente para a inovação e melhora de nossa capacidade de exportar”, disse Gábor.

Para Alfeu Dória, presidente da Visteon, o desafio da indústria local diante da chegada de novos players é desenvolver tecnologias acessíveis ao mercado brasileiro e aplicá-las aos veículos categoria B, que representam 50% do mercado nacional. “Precisamos de produtos com qualidade global e preço acessível, que ofereçam ao consumidor diferencial perceptível e alto valor agregado”, afirmou.

Maurício Muramoto, presidente da Continental, destacou que a conectividade e a informação no automóvel a preço acessível são condições para a competitividade no mercado atual.

MONTADORAS – Segundo Reinaldo Muratori, diretor de engenharia da Mitsubishi (MMC), um dos debatedores do painel O Impacto do Regime Automotivo na Engenharia e nas Operações, a exigência de conteúdo local mínimo de 65% para veículos vendidos no País como requisito para evitar o acréscimo do IPI, antecipou em pelo menos seis meses os planos de nacionalização de dois produtos com maior volume de vendas da empresa.

De acordo com o executivo, outras montadoras seguem o mesmo rumo. "São muitos projetos antecipados, o que tem causado problemas para a capacidade de atendimento dos fornecedores, tanto na produção quanto no prazo de entrega das peças", advertiu.

Marcos Paiva, diretor de Planejamento e Programas de Gestão da General Motors do Brasil, apontou a mesma dificuldade. "São empresas com capacidade de investimento muito menor do que a das fabricantes de veículos", apontou.

PLATAFORMAS GLOBAIS – No painel Novas Tecnologias Globais, Carlos Nascimento e Adriano Rishi, respectivamente gerente de Engenharia e Desenvolvimento da Magna Cosma e diretor executivo de Pesquisa e Engenharia da Cummins América do Sul, apontaram a necessidade de customização de plataformas globais para aplicação no Brasil. “A estrutura de custo é fundamental e pode mudar a decisão de compra do consumidor, é preciso convergir qualidade, tecnologia e preço”, afirmou Rishi, referindo-se aos veículos comerciais.

Rogélio Goldfarb, diretor de Comunicação Corporativa da Ford do Brasil, confirmou a aposta da empresa na globalização de seus produtos, como a localização no País do desenvolvimento global do novo EcoSport, investimentos na operação de caminhões e na fábrica de Camaçari (BA). “Inovação é o nosso grande desafio e a conectividade é um dos pilares”, ressaltou.

Na apresentação sobre inovações digitais, Ethevaldo Siqueira, jornalista especializado em novas tecnologias da informação, disse que o processo de convergência acontece todos os dias e se baseia no tripé conteúdo, computação e telecomunicações. “O que vem por aí é uma tsunami: a indústria automobilística tem de fazer a convergência das tecnologias no automóvel, já que a eletrônica digital está em todos os lugares”, afirmou.

NORMALIZAÇÃO – Keith Wilson, expert em segurança veicular e normalização da SAE INTERNATIONAL, destacou o trabalho da entidade na padronização de normas na era da convergência tecnológica do setor da mobilidade. Wilson destacou temas como o futuro da eletrificação automotiva e a necessidade de padrões de interoperabilidade que assegurem a disponibilidade de energia. “Precisamos tirar do consumidor a preocupação com o abastecimento para que ele saiba que, ao chegar a um posto, tudo vai dar certo”, destacou.

INCERTEZAS – Stephan Keese, sócio-diretor da Roland Berger Consultants, disse que o novo regime automotivo levanta incertezas que dificultam o planejamento e a tomada de decisões das empresas, entre elas a de como será o controle e o monitoramento das regras quanto à exigência de conteúdo e processos locais, bem como investimentos em inovação. Para o consultor, a restrição às importações retrai os investimentos no País, principalmente de novos entrantes.




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A SAE BRASIL é uma associação sem fins lucrativos que congrega engenheiros, técnicos e executivos unidos pela missão comum de disseminar técnicas e conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeroespacial.
A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial, conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento para os profissionais brasileiros da mobilidade, em face da integração do País ao processo de globalização da economia, ora em seu início, naquele período. Desde então a SAE BRASIL tem experimentado extraordinário crescimento, totalizando mais de 6 mil associados e 10 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje na mais importante sociedade de engenharia da mobilidade do País.
A SAE BRASIL é filiada à SAE INTERNATIONAL, associação com os mesmos fins e objetivos, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, dentre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison, e tem se constituído, ao longo de mais de um século de existência, em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios distribuídos por cerca de 100 países.

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