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 Release
25/01/2012
ARTIGO - Sem privilégios, mas com horizonte

*Por Flávio Martins

Em artigo publicado recentemente por um jornal de grande circulação em São Paulo, o professor da Faculdade de Economia da USP e presidente do Conselho da Pequena Empresa na Federação do Comércio, Paulo Feldman, faz uma abordagem interessante sobre as distorções do mundo empresarial no Brasil. Segundo o docente, cerca de 60 mil empresas representam 80% do Produto Interno Bruto Brasileiro enquanto 6 milhões de pequenas e microempresas representam só 20%.

Tamanha disparidade parece não incomodar muita gente, posto que o nosso Brasil tem ficado entre os priores no ranking de concentração de renda das empresas sem que haja reação de parte alguma. A mim incomoda, e muito. E essa é uma das razões pela qual me candidatei à eleição pela presidência da Associação Comercial e Industrial de Santo André, a Acisa. Penso que essa é uma bandeira que a entidade deve e pode levantar.

Em reportagem também recém publicada em jornal do ABC, meu concorrente na eleição da Acisa disse textualmente que “o pequeno e médio devem procurar alternativas para competir com os grandes”. Com todo respeito à opinião dele, eu particularmente penso que isso não faz sentido, ainda mais quando se está sempre pensando na sobrevivência da empresa que é o sustento da família.

Não é preciso ser pós-graduado para saber que, apesar de algumas tentativas governamentais, no Brasil o que vigora é a lei do mais forte, na qual os pequenos não alcançam financiamento de longo prazo para poder crescer e se quiserem isso vão ter que bancá-lo eles próprios, o que, em geral, não conseguem fazer por falta de capital.

Como bem disse o professor Feldman em seu brilhante artigo, ninguém quer a intervenção estatal nos negócios da iniciativa privada, mas alguma coisa precisa ser feita para dar equilíbrio à balança interna da lucratividade das empresas brasileiras.

Nas economias maduras isso se chama coibir o abuso de poder econômico. No Reino Unido a lei determina que os organizadores de grandes eventos locais devem privilegiar contratações de produtos, serviços e obras físicas de pequenas e microempresas. Na Itália, quase a metade das exportações sai das pequenas e microempresas, porcentual que no Brasil não chega a 2%. Os italianos estimulam o ingresso de pequenas empresas em consórcios voltados para exportação. Tal postura se repete em países com democracias mais consolidadas, que, não por acaso, são os que ostentam o menor índice de corrupção do mundo.

Creio que a Acisa tem muito a contribuir para essa causa tão importante não só para os seus associados como para a cidade de Santo André. Essa é uma das razões pela qual resolvi me disputar as eleições para a sua nova diretoria.

Acredito que a entidade deve e pode se empenhar junto aos poderes públicos, e somar com outras instituições para trazer aos empreendedores locais uma situação mais justa e condizente para o desenvolvimento dos negócios. Sem privilégios ou demagogia, mas com horizonte.


*Flávio Martins é advogado e empresário em Santo André

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http://www.facebook.com/flaviomartinsacisa
www.flaviomartins.net.br



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 Perfil da empresa

Flavio Novita Martins tem 60 anos, é formado em Direito pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. É fundador e diretor comercial da empresa Center MM, holding da família, na área de locação de ativos imobiliários na região do ABC e interior de São Paulo, operação de estacionamentos e atividade agropecuária em Minas Gerais. Fundou ainda a MM Agenciamento Patrimonial, na década de 1980, com o foco na gestão dos ativos imobiliários da empresa Center MM, e a partir da década de 1990 passou a atuar no mercado de administração de ativos imobiliários de terceiros e na área de compra, venda e intermediação de imóveis, tendo sido responsável pelos principais negócios ocorridos na região nos últimos 10 anos. É diretor jurídico e sócio da Embranet BBS e Internet, empresa pioneira nesse ramo de atividade na região do ABC, tendo iniciado suas atividades em 1996, como uma das pioneiras em hospedagem corporativa de domínios e acesso à Internet. Na Acisa coordenou o programa de decoração de natal de Santo André onde, envolveu todas as lideranças de centros comerciais da cidade e ampliou de 30 para 650 os pontos de decoração natalina em 15 regiões, incluindo a Vila de Paranapiacaba; coordenou grupo de trabalho na área de segurança pública; coordenou grupo de estudos para desenvolvimento e implantação do primeiro Plano Diretor de Santo André, em fase de revisão pela atual administração; atuou na criação da Câmara de Mediação e Arbitragem da Acisa; representou a entidade junto ao Poder Público municipal em eventos e discussões de propostas. Foi membro dos seguintes órgãos: colegiado do Comdephaapasa; colegiado da Ouvidoria de Santo André por três períodos e do Conselho Municipal de Turismo de Santo André. É fundador do Crediacisa.

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