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 Release
28/07/2006
Universitários do Sul usam matéria-prima alternativa em projeto de avião

A equipe Voa Tchê, da Universidade de Passo Fundo, RS, comprova a criatividade dos futuros
engenheiros brasileiros na busca por soluções simples e de baixo custo operacional.

A criatividade é uma das características marcantes dos estudantes de engenharia da Região Sul do País que participam da VIII Competição SAE BRASIL AeroDesign, entre 21 a 24 de setembro, no Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos/SP. Um exemplo é a equipe estreante Voa Tchê, da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, ao utilizar uma vara de pesca na construção de parte da aeronave que a equipe levará para a Competição, com objetivo de alcançar redução de custo e mais eficiência para a estrutura do projeto.

Jorge Luiz Biazussi, capitão da equipe, explica que o material utilizado é propício para a viga que liga a estrutura aos estabilizadores horizontais e verticais da aeronave, pois é composta em 25% por fibra de carbono, matéria-prima que oferece alta resistência. O avião da equipe Voa Tchê possui envergadura (distância de uma ponta da asa e outra) de 2,4 metros e 1,64 metros de comprimento, da hélice à cauda, com estrutura do compartimento de carga e tanque feito em alumínio e asas construídas de madeira balsa, de alta resistência e baixo peso.

Outro projeto que aposta na fibra de carbono como matéria-prima para participar da Competição é da equipe Céu Azul, da Universidade Federal de Santa Catarina. De acordo com o capitão da equipe, Françoá Jorge Horn, os alunos utilizaram tubos de fibra de carbono nos perfis da asa. “Com isso, esperamos que o avião consiga transportar em vôo 12 quilos”, afirma Horn, ao contar que utilizaram, ainda, um túnel de vento para testar o motor com diferentes hélices.

Já a equipe paraense Aurora, do Centro Universitário Positivo (Unicenp), outra estreante na Competição, aposta na gestão de projeto como diferencial para apresentar um avião competitivo. “O ponto forte do projeto está no conceito e técnicas de gerenciamento de projeto”, afirma Juliano Micheletto, capitão da equipe. “Desenvolvemos todas as nossas atividades com as mais modernas ferramentas e bibliografias de Gerenciamento de Projeto, sendo que a parte técnica e construtiva está dentro do convencional”, diz o futuro engenheiro. Segundo a equipe, o avião pesa cerca de 3 quilos e tem capacidade de carga acima de 10 quilos.

Além destas equipes, a região Sul conta com mais nove equipes inscritas na Competição, todas da Classe Regular. São elas: as equipes Anhanguera, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná; Fênix II e X-Goose, da Universidade Federal do Paraná; Épavoa, do Unicemp; Albatroz, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc); Carancho, da Universidade Federal de Santa Maria; Kamikase, da Universidade de Santa Cruz do Sul; Aeromissões, da Universidade Regional Integrada; e Minuano, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A VIII Competição SAE BRASIL AeroDesign possui 78 equipes inscritas, oriundas de 13 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, além de cinco equipes estrangeiras, da Venezuela e Portugal. Do total, nove equipes são da Casse Aberta e 69, Classe Regular. Ano passado, a Competição recebeu 61 inscrições (duas oriundas do México e Venezuela), sendo sete da Classe Aberta.

Organizada pela Seção São José dos Campos da SAE BRASIL, a Competição SAE BRASIL AeroDesign, de cunho educacional, é realizada anualmente desde 1999, visando estimular universitários de graduação e pós-graduação em Engenharia, Física e Ciências Aeronáuticas a projetarem e construírem aeronaves radiocontroladas, em escala reduzida, e que depois são colocadas à prova, em duas etapas – Competição de Projeto e Competição de Vôo. De acordo com o Regulamento da Competição – disponível no site da SAE BRASIL - www.saebrasil.org.br -, os aviões devem ser capazes de decolar e transportar cargas úteis (barras de chumbo) sempre crescentes, até as condições limite do projeto. Ao final da Competição, as duas melhores equipes da Classe Regular e a melhor equipe da Classe Aberta ganham o direito de representar o Brasil durante a SAE AeroDesign East Competition, competição equivalente realizada nos EUA e organizada pela SAE International.

CATEGORIAS - As aeronaves da Classe Regular, projetadas e construídas somente por estudantes de graduação, devem ter suas dimensões máximas de envergadura, comprimento e altura definidas por um sólido (ou hangar) e possuir um compartimento de carga com as dimensões mínimas de 10,1cm x 15,2cm x 25,4cm. Além disso, os aviões utilizam motor padrão pré-estabelecido pelo regulamento, de 10cc (0,61in), e combustível fornecido pela SAE BRASIL. Já na Classe Aberta, participam estudantes também de pós-graduação, que devem desenvolver aviões com um ou mais motores, até o limite de 15,08cc (0,92in3), sem restrições dimensionais. Para ambas as classes, a distancia máxima de decolagem é de 61 metros.

Gábor János Deák, presidente da SAE BRASIL, ressalta que a Competição SAE BRASIL AeroDesign mostra o poder criativo dos engenheiros brasileiros no desenvolvimento de soluções práticas. “Os projetos realizados no âmbito da Competição SAE BRASIL AeroDesign são de excelente qualidade técnica e refletem a capacidade dos futuros engenheiros especializados em projeto aeronáutico no Brasil”, diz Deák. “Não é à toa que este é um setor em que o País ganha cada dia mais destaque no cenário internacional, tanto que os estudantes brasileiros já são tricampeões na Competição, nos Estados Unidos”, comenta Gábor János Deák.




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A SAE BRASIL foi fundada em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial, conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento para os profissionais brasileiros da mobilidade, em face da integração do País ao processo de globalização da economia, ora em seu início, naquele período. Desde então a SAE BRASIL tem experimentado extraordinário crescimento, totalizando mais de 6 mil associados e 10 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje na mais importante sociedade de engenharia da mobilidade do País.
A SAE BRASIL é filiada à SAE INTERNATIONAL, associação com os mesmos fins e objetivos, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, dentre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison, e tem se constituído, ao longo de mais de um século de existência, em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios distribuídos por cerca de 100 países.

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