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 Release
05/04/2007
Simulação computacional: negócio em expansão


Por Magnus Varassin Arantes* *

Não há como negar. O lado moderno da indústria brasileira, pari passu com a indústria mundial, já acordou para as vantagens e benefícios de se conhecer as características operacionais de um produto antes mesmo de ele ser desenvolvido ou colocado em produção. O segredo para isso chama-se simulação computacional, uma tecnologia que se originou para ajudar o homem a chegar na lua, e que agora se multiplica nos departamentos de engenharia de empresas de diversos setores econômicos no Brasil e no mundo.

Exemplos de sucesso não faltam. Se no começo era aplicada apenas por cientistas, a simulação computacional começou a comprar a sua popularidade em casos de emergência, em que o produto apresentava um grave erro de fabricação ou problemas de utilização e necessidade de substituições, os conhecidos e trágicos recalls, que necessitavam rápida resposta. Fora da vista do consumidor, casos como estes eram comuns na indústria plástica. Os moldes, depois de um certo tempo, perdiam pressão e não preenchiam direito as cavidades com o material plástico, produzindo peças defeituosas. Em tempos passados, a solução era obtida por um misto de muita experiência e uma pitada de sorte dos profissionais. Hoje, softwares de simulação como o Moldflow, que teve aumento de procura de 30% no ano passado e indicam a melhor solução para o problema dentro do computador, de forma mais econômica para a empresa.

Encontrar soluções de baixo custo para problemas de emergência deu à tecnologia respaldo para ampliar seu uso. Com o aumento da demanda vieram os desenvolvimentos e a diminuição do custo. Os programas se tornaram fáceis de usar, mas muitas empresas deixam ainda de utilizar a simulação computacional no desenvolvimento de novos produtos. Desconhecem a economia de tempo e dinheiro que a tecnologia proporciona, com um pequeno investimento de tempo e trabalho de engenharia. Este aumento é, no entanto, recompensado nas etapas seguintes, ao evitar retrabalhos, como alterações no projeto do molde ou mudanças na geometria da peça. Fazendo um paralelo, tem o mesmo efeito de se olhar no mapa para procurar um endereço antes de sair de casa. Gastamos um minuto, mas evitamos transtornos e custos de ficar parando em postos e padarias para perguntar o caminho.

Evitar retrabalhos é, portanto, uma forma de economia para o projeto do novo produto. Pela simulação computacional é possível saber, com antecedência, os pontos fracos do projeto, e corrigi-los antes mesmo de começar a fabricar o produto. Atualmente, graças ao aumento na capacidade de processamento dos computadores, as simulações têm ficado mais completas e complexas, mesmo para materiais não-lineares, como a borracha. A indústria de pneus é uma das grandes usuárias da tecnologia, e tem sido bastante beneficiada com os recursos de análises estruturais de softwares como o ABAQUS, que possibilitam conhecer o comportamento de uma peça ao se aplicar diversas forças sobre ela. Pode parecer incrível, mas conseguimos visualizar o comportamento mecânico de um pneu montado em um veículo andando numa estrada esburacada, antes mesmo do pneu existir. Entre estas diversas técnicas, há quem vá além e se preocupe, ainda, com a simulação sonora emitida pelo pneu. Neste caso, utiliza-se o método de elementos finitos, apoiado na plataforma Virtual.Lab, da LMS.

No projeto de um automóvel, onde ocorre a aplicação de elementos plásticos, metálicos e de borracha, programas como o Moldflow e o ABAQUS são essenciais para a montadora reduzir o tempo de desenvolvimento de novos modelos. Estes dois programas auxiliam na escolha de geometrias mais resistentes, com menor uso de matéria-prima sem abrir mão do design e da qualidade do produto. Recentemente, participamos do desenvolvimento do novo painel do Fiat Idea Adventure, por meio da nossa unidade de Serviços, em que o cliente, a Dr. Schneider do Brasil, buscava efetuar o projeto sem erros, logo na primeira tentativa.

Outro case de sucesso, ainda na indústria automobilística, foi o trabalho desenvolvido, também pela unidade Serviços da SMARTtech, para a Caio Induscar, fabricante de carrocerias de ônibus que utilizou o ABAQUS para homologar um de seus veículos na África do Sul, podendo, assim, exportar para aquele país. As empresas interessadas em vender ônibus lá devem, obrigatoriamente, realizar testes de capotamento, para que seja verificada se a estrutura do veículo possui uma área de sobrevivência garantida. Estes testes podem ser feitos com um veículo físico ou por simulação computacional, sendo que o experimento e o relatório de resultados são analisados por uma comissão técnica daquele país. Por ser mais econômico, a Caio Induscar optou pela realidade virtual, que indicou ainda pequenas alterações no projeto inicial para o veículo se adequar às necessidades da norma sul-africana SABS 1563 (equivalente à norma européia ECE R66).

O mercado de softwares no Brasil é crescente. Dados da ABES (Associação Brasileira de Empresas de Software) apontam para uma perspectiva de crescimento médio anual superior a 11% até 2009. No segmento que atuamos (softwares parametrizáveis) e para o setor em que atuamos (indústria e empresas de óleo e gás), que representa um mercado de US$ 248,66 milhões, as perspectivas são ainda melhores. Esperamos manter o ritmo de crescimento apresentado nos últimos dois anos, em que praticamente as vendas dobraram, indicador que revela uma maior adesão à tecnologia.

Os casos de sucesso no Brasil crescem a cada dia e isso representa um maior número de usuários desfrutando das mais avançadas tecnologias existentes no mundo. Ganha também o consumidor final que passa a adquirir produtos de melhor qualidade, uma vez que as simulações contemplam a durabilidade do produto nas mais diversas situações de manuseio.



* Magnus Varassin Arantes é diretor do Grupo SMARTtech

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